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PORTUGAL

Prosperidade

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Programa

Sete compromissos. Simples de explicar, difíceis de fazer. Os números vêm de contas publicadas, não de estimativas de campanha.

01

Um Estado pequeno e rápido

O Estado faz cinco coisas: infraestrutura, segurança, justiça, ordem e licenciamento. Faz essas bem. Tudo o resto é o mercado que resolve.

90 dias

Prazo máximo para decidir uma licença. Passado esse prazo, considera-se aprovada.

Decisão automática

Licenças, registos e pedidos decididos por sistema. O humano entra em recurso, não à entrada.

Sem gente nova sem automatizar

Nenhum serviço público pede mais funcionários sem provar que já automatizou o que dava.

02

Um imposto só, igual para todos

Imposto sobre o rendimento de 12,5 %, desde o primeiro euro, sem escalões, sem deduções e sem regimes especiais. Nas empresas, o lucro reinvestido não paga imposto. E acabam os subsídios, para todos.

11,65 %

A taxa efectiva média que os portugueses já pagam hoje de IRS. Uma taxa única de 12,5 % não é um corte de receita: rende mais.

Zero deduções

Sem deduções não há indústria de contabilidade fiscal, não há benefícios para quem tem contabilista, e a declaração cabe num ecrã.

Zero subsídios

Nem para grandes, nem para pequenos, nem para amigos. Quem precisa de subsídio para existir não tem modelo de negócio.

03

Só a Segurança Social é social

Nenhum imposto varia com o rendimento de cada um. A progressividade existe num sítio só: no desconto para a Segurança Social, que sobe com o salário. Quem não puder pagar uma escola ou um seguro de saúde tem isso pago pela Segurança Social, directamente à pessoa e não à instituição.

Um pilar, não cinco

Hoje há dezenas de apoios espalhados por dezenas de organismos, cada um com as suas regras. Passa a haver um.

Perímetro separado

A Segurança Social tem contas próprias, financiadas pelas suas contribuições. Não se mistura com o orçamento do Estado.

O dinheiro segue a pessoa

Quem precisa recebe e escolhe. O Estado deixa de financiar instituições e passa a financiar pessoas.

04

Salários a sério

O objectivo é um salário mínimo de 3.000 euros. Não se chega lá por decreto. Chega-se lá quando deixar de haver mão-de-obra barata em quantidade, e quando quem investe ficar com o que ganha.

Escassez

Fechada a imigração não qualificada, a empresa que só existe porque paga 900 euros tem de mudar de modelo ou fechar.

Capital por trabalhador

Lucro reinvestido a 0 % e dedução total do investimento no ano em que é feito. Quem não automatiza não aguenta os salários.

Contratos simples

O contrato de trabalho passa a ser simples. A protecção do trabalhador vem da Segurança Social, não de tornar o despedimento difícil.

05

Imigração só qualificada

Um critério, um número, revisto todos os anos: contrato de trabalho acima de duas vezes o salário mediano nacional. Sem quotas, sem listas de profissões, sem excepções sectoriais.

2× a mediana

Hoje são cerca de 2.390 euros por mês. O múltiplo é publicado anualmente a partir do valor do INE, e sobe sozinho à medida que os salários sobem.

Um número, não um comité

Sem listas de profissões em falta, sem pareceres, sem excepções negociadas sector a sector. Ou o contrato passa o limiar ou não passa.

Nacionalidade por filiação

É português quem tem pai ou mãe portugueses. A residência deixa de dar caminho automático à nacionalidade.

06

Um país cuidado

Ruas limpas, passeios que se possam usar, árvores nas cidades, estradas em condições, paisagem protegida, água. É o que se vê ao sair de casa, e é o que faz um sítio valer a pena.

É onde as autarquias gastam

A prioridade do dinheiro municipal passa a ser infraestrutura e espaço público, em vez de festas e transferências para associações.

Ordem no território

Trinta dias entre detectar uma construção ilegal e demoli-la. E multas para as câmaras que não cumprirem.

Um índice por concelho

Publicado todos os anos e comparável entre concelhos. Cada autarquia passa a ter uma nota pública.

07

Regular primeiro, e regular leve

Inteligência artificial, robótica, condução autónoma, energia nuclear, centros de dados. Quem tiver regras claras primeiro fica com o investimento. Queremos ser esse país.

Energia é o travão

Antes do licenciamento, antes do capital, antes da escala. Sem energia barata e abundante não há indústria, nem centros de dados, nem robótica.

Nuclear na mesa

Licenciar reactores modulares e assumir uma data para o primeiro. Quarenta anos de tabu custaram-nos caro.

Zonas de aceleração

Áreas remotas, sem população e de baixo valor natural, com menos regras ainda. Serve o interior e serve os projectos pesados.

Uma nota sobre as contas

Este programa foi passado por uma análise orçamental própria, linha a linha, com fontes oficiais. Onde a conta não fecha, dizemo-lo. Onde uma medida exige revisão constitucional, dizemo-lo também. Um programa que só apresenta o lado bom das contas não merece confiança.

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